my green ideas rest peacefully
and my mind is full of them
i wish i had a notepad in my head.
no, no hurries.
they will be here soon.
rest, darling, rest.
there will be time for yellow.
Poemas despretensiosos sobre margaridas, manhãs de sol e tudo mais o que encanta as minhas pobres retinas.
31 de agosto de 2010
23 de julho de 2010
receita
gosto da poesia que não deixa vestígios.
gosto do verso que não arranca suspiros.
gosto da letra que não crava,
não marca, não grava,
só passa;
gosto da poesia etérea,
leve,
breve,
que nasce e evapora,
que se veste de prosa,
que me arranca o ar.
gosto do verso que não arranca suspiros.
gosto da letra que não crava,
não marca, não grava,
só passa;
gosto da poesia etérea,
leve,
breve,
que nasce e evapora,
que se veste de prosa,
que me arranca o ar.
28 de abril de 2010
Hoje pode.
Hoje pode chover
na minha pele desbotada,
no meu cabelo engomado,
- eu não ligo pra mais nada.
Hoje pode chover
eu e você
e bolhas de sabão,
na praça ensolarada.
na minha pele desbotada,
no meu cabelo engomado,
- eu não ligo pra mais nada.
Hoje pode chover
eu e você
e bolhas de sabão,
na praça ensolarada.
2 de abril de 2010
poema sobre o eu
saí pela rua à procura de mim
e me achei partida e esquartejada,
qual fragmento de louça quebrada.
ali, nas paredes grafitadas;
no muro antigo, no reboco à mostra,
nas canções das esquinas,
no barulho dos carros.
era eu, e ninguém mais.
espelho, espelho meu.
era eu no olhar do mendigo.
no chapéu com esmolas.
na porta da escola.
esperando o táxi.
atravessei na faixa,
cortando o olhar dos estranhos;
que ao mesmo tempo não o são.
a poesia das ruas me mantém embriagada.
e me achei partida e esquartejada,
qual fragmento de louça quebrada.
ali, nas paredes grafitadas;
no muro antigo, no reboco à mostra,
nas canções das esquinas,
no barulho dos carros.
era eu, e ninguém mais.
espelho, espelho meu.
era eu no olhar do mendigo.
no chapéu com esmolas.
na porta da escola.
esperando o táxi.
atravessei na faixa,
cortando o olhar dos estranhos;
que ao mesmo tempo não o são.
a poesia das ruas me mantém embriagada.
20 de março de 2010
poema sobre mim
Meu coração é uma caixa redonda
adornada de petit poás
cor de rosa, com fita branca
e laço bem dado.
Cheia de bilhetinhos escritos a mão,
letra que vai mudando,
alguns bombons,
algumas lágrimas.
Meu coração é um porta-retratos,
um livro na estante,
um desenho emoldurado.
adornada de petit poás
cor de rosa, com fita branca
e laço bem dado.
Cheia de bilhetinhos escritos a mão,
letra que vai mudando,
alguns bombons,
algumas lágrimas.
Meu coração é um porta-retratos,
um livro na estante,
um desenho emoldurado.
23 de fevereiro de 2010
Plenitude
Hoje eu tenho vontade de abraçar o ar
de beijar o vento
de tocar o céu.
Meus pés sobre nuvens
caminham macios.
A leveza está no sorriso,
no movimento dos lábios,
que não pede permissão pra se manifestar.
Hoje ninguém me arranca um Não.
Hoje eu sou só abraços e perfumes.
Hoje eu sou fita nos cabelos
e canções de amanhecer.
de beijar o vento
de tocar o céu.
Meus pés sobre nuvens
caminham macios.
A leveza está no sorriso,
no movimento dos lábios,
que não pede permissão pra se manifestar.
Hoje ninguém me arranca um Não.
Hoje eu sou só abraços e perfumes.
Hoje eu sou fita nos cabelos
e canções de amanhecer.
21 de fevereiro de 2010
História Antiga
O que hoje eu sou
você nunca reconhecerá.
Minhas páginas,
outrora em branco,
hoje têm marcas de ferro prensado,
de tinta borrada,
e buracos de traças.
E você me fechou,
me abandonou na estante
no meio da história.
E hoje se surpreende
por ter perdido
o fio da meada.
você nunca reconhecerá.
Minhas páginas,
outrora em branco,
hoje têm marcas de ferro prensado,
de tinta borrada,
e buracos de traças.
E você me fechou,
me abandonou na estante
no meio da história.
E hoje se surpreende
por ter perdido
o fio da meada.
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